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Sindha defende reajuste de até 5% para Piso Regional

Estudo encomendado pelo Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região, indica que o Piso Regional dos profissionais empregados em hotéis, restaurantes, bares e similares seja reclassificado na Categoria I
Diante das negociações em torno do salário mínimo regional para 2016, o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) - entidade que representa um setor que emprega cerca de 100 mil pessoas -, defende que o reajuste do piso regional seja de até 5%. “Buscamos uma compensação pela penalização que sofremos no ano anterior, quando o reajuste para o nosso setor chegou a 18,67%, com o aumento do salário e a mudança de classificação dos empregados” justifica o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky.
 
 
Em estudo técnico, desenvolvido pelos economistas Luciano Delfini e Daniel Gil, mostrou que a mudança de nível e a elevação do Piso Regional de 16%, concedido para 2015, influenciaram diretamente nos custos das atividades econômicas do setor. A categoria representada pelo Sindha, nos últimos 12 meses, perdeu 1.238 postos de trabalho nos municípios em que atua (Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão), como reflexo da crise econômica e do aumento dos custos.
 
O gráfico abaixo aponta para o comportamento entre a variação de admissões e desligamentos ocorridos nos municípios de representação do Sindha. É possível notar que o número de trabalhadores desligados ficou acima da linha de admissões. Em 12 meses de análise, 09 meses apresentaram saldo negativo e, desde março de 2015, o setor apresenta tendência de queda nas contratações. “Este valor representou uma perda de 2,8% dos postos de trabalho e a tendência é de que este quadro se acentue nos próximos meses.”
 
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Já na tabela abaixo fica evidente a desaceleração do setor em outubro de 2014, quando se registrou 3.473 contratações. Já em outubro de 2015 foram 2.412, uma redução de 30,5% em 12 meses.
 
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“A diferença entre os níveis salariais I e II é de 2,3%. O último reajuste do Piso Regional teve uma correção de 16%. Considerando a mudança de Nível no enquadramento da Legislação do Salário Mínimo Regional, para a categoria enquadradas na categoria profissional empregados em hotéis, restaurantes, bares e similares, o impacto foi de 18,67% em função da mudança do nível I para o nível II,” afirma o estudo.
 
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Portanto, a medida proporcionou aumento nos custos da mão de obra do segmento econômico, além de ter sido impactado pela recessão da economia, cuja estimativa de desempenho para 2015, segundo o Banco Central em seu Relatório Focus de 20/nov/2015, é de crescimento negativo em 3,15%.
 
 
Para 2016, as previsões da economia não são boas. A continuidade da recessão é uma unanimidade do mercado Financeiro para o Brasil. Já o Governo do Estado, através da proposta de Lei das Diretrizes Orçamentárias para 2016, projeta um crescimento para o Rio Grande do Sul de 1,3%, entretanto, a capacidade que o governo tem de antever o crescimento é frágil. Historicamente, o governo superestima o cenário econômico, e isto pode ser constatado nas previsões do governo quando propõe a Lei de Diretrizes Orçamentária e posteriormente na Lei Orçamentária.
 
 
Diante deste cenário e tendo em vista que, desde a implantação do piso regional, em 2001 até 2014, o setor pertenceu ao nível I das atividades profissionais, em que o Sindha conclui ser a classificação justa e real, conforme a atividade que os trabalhadores exercem, é requerido pelo Sindha o reenquadramento desta classificação de categoria profissional para o nível I.
Além disso, o Sindicato avalia que para o próximo exercício o Piso Regional o reajuste não pode ultrapassar os 5%.
 
 
Sobre o Sindha
 
 
O Sindicato representa 9.832 empresas que atuam nas atividades econômicas: Hotéis e similares, alojamentos, restaurantes, serviços de alimentação, serviços de catering, bufê e outros de comida preparada, e atividades de recreação e lazer.
 
 
Com estas categorias econômicas, o SINDHA representa as empresas localizadas nos municípios de: Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão, gerando cerca de 100.000 postos de trabalho (Caged 01/01/2015).

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