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Especialistas políticos analisam o futuro do Brasil

Evento promovido pelo Sindha ocorreu nesta segunda-feira (15) e teve como convidados o cientista político Carlos Melo e a jornalista Eliane Cantanhêde.

            Os cenários da política e economia do Brasil quando chegar ao fim a Operação Lava Jato foram analisados pela jornalista Eliane Cantanhêde e pelo cientista político Carlos Melo durante o evento “Brasil: Cenários após o fim do mundo”, promovido pelo Sindicado de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (Sindha), nesta segunda-feira, 15/05, no Plaza São Rafael.

            Para o presidente do Sindicato, Henry Chmelnitsky, o Sindha é uma entidade política que se preocupa com a situação em que se encontra a política brasileira e que, principalmente, se preocupa com a cidadania. “O Sindha há anos é um sindicato ativo e extremamente inquieto. Temos poucos nomes de políticos que não estão envolvidos com a Lava Jato, e hoje temos um grande desafio para a nossa sociedade que é em 2018 encontrar um novo governante para o nosso país”, afirma.

            O tema do evento foi escolhido pelos próprios palestrantes, pois acreditam que o Brasil já vive o “fim do mundo” e que é preciso olhar para luz do fim do túnel, só assim se encontrará uma resolução para as crises política e econômica. “É importante que todos, como sociedade, discutam o que se passa no nosso país. A Lava Jato andou firmemente e muito decisivamente e isso deixou o mundo político paralisado”, afirma a jornalista Eliane Cantanhêde. A jornalista ainda lembrou que falta pouco mais de um ano para as novas eleições e que muita coisa ainda está por vir. “Muitos fatos políticos envolvendo a Lava Jato vão acontecer, muita coisa ainda vai embaralhar esse tabuleiro”, disse.

            Para o professor e cientista político, Carlos Melo, o sistema político brasileiro ruiu. “Vivemos uma enorme crise de credibilidade, temos uma sociedade nova e o sistema político não se renovou. Quando a sociedade não se vê representada, o pacto entre governo e população está quebrado”, revelou. Melo ainda citou quatro situações que alimentam a crise do país: o colapso do modelo econômico, o presidencialismo de colisão, o colapso do financiamento da política e a crise de liderança que, para ele, é a maior de todas.

             Mas como é possível resolver a crise? Melo acredita que é preciso “ressignificar a política, mostrar que esta atividade é nobre e que ela precisa ser profissionalizada”. O professor citou casos em outros países que contam com escola voltada para política. “O labirinto que nós vivemos, deixa de ser labirinto quando resolvemos as coisas. Essa ansiedade e afobação não é boa, porque não vai resolver, precisamos ter calma. E como temos pressa, é necessário fazer devagar, senão vamos passar por isso tudo de novo”, completou.

            Já a jornalista acredita que é no fundo do poço que é possível encontrar um caminho para construir um país melhor. “Vamos pegar os países que estão equivalentes ao Brasil, que têm processos de corrupção gravíssimos, me digam qual deles está fazendo uma lava jato? Estamos no fim do mundo, mas estamos tentando resolver”, ressaltou. Eliane ainda completou: “eu sou muito otimista com o nosso país e tudo isso que está acontecendo dói agora, mas será para o melhor”.

            O encontro com os renomados especialistas políticos do país teve como objetivo traçar os rumos do Brasil a fim de preparar a sociedade para o que ainda está por vir em consequência da operação. Estiveram presentes no evento empresários do setor de hotelaria e alimentação, representantes políticos e imprensa.

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